“Estou chocada”, diz Damares em Samambaia, onde Rhuan foi assassinado

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, esteve nesta segunda-feira (03/06/2019) no Conselho Tutelar de Samambaia, região administrativa do Distrito Federal, onde o garoto Rhuan Maycon da Silva Castro, de 9 anos, foi esfaqueado enquanto dormia, pela mãe, Rosana Auri da Silva Candido, e pela companheira dela, Kacyla Priscyla Santiago Damasceno Pessoa, na noite da última sexta-feira (31/05/2019). O corpo do menino foi decapitado e apresentava sinais de queimaduras. A ministra, em atividade fora da agenda oficial, afirmou, no Twitter, que pretende fortalecer os conselhos tutelares em todo o país para evitar violência e maus-tratos a crianças e adolescentes.

“Saí agora do Conselho Tutelar de Samambaia Norte, onde acompanhei o caso do menino que foi assassinado pela mãe e a companheira. Quero saber onde a rede de proteção falhou. Estou chocada”, disse.

“Quantas cenas como esta podem estar acontecendo em vários lugares?”, questionou. “Vamos ter que rever o nosso papel, fortalecer, apoiar mais os nossos conselheiros, instrumentalizá-los mais. Eu sei que eles fazem um grande trabalho, mas podemos melhorar”, acrescentou.

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Segundo Damares, a pasta trabalha na capacitação de conselheiros e pretende, agora, investir em equipamentos. “Vamos trabalhar em equipamentos, em mais carros, mais veículos, mais computadores”, disse a ministra. “Temos casos no Brasil em que, infelizmente, o conselheiro tutelar atende de bicicleta. Já recebi imagem de conselheiro tutelar atendendo de jegue. Esse segmento precisa ser fortalecido.”

Caso de Planaltina
Ainda nessa segunda-feira (03/06/2019), a ministra se reuniu com os conselheiros tutelares de Planaltina de Goiás, cidade também no Entorno do Distrito Federal, a cerca de 65 quilômetros de Brasília, onde uma menina morreu e outras três crianças ficaram feridas após serem maltratadas pelo tio e pela namorada dele, uma adolescente.

De acordo com Damares, a visita aos conselhos é para “saber onde o poder público falhou na proteção das crianças”. Após visitar o conselho de Samambaia, a ministra disse acreditar que não houve omissão dos conselheiros. “As sugestões que eles trouxeram para nós, estamos levando para o ministério. Neste caso, infelizmente, não chegamos primeiro, chegamos tarde”, afirmou.

A ministra ainda enfatizou a importância de a sociedade estar atenta e denunciar qualquer suspeita de violência. “O Conselho Tutelar é parceiro na luta na defesa da criança. Se não encontrar o Conselho Tutelar, procure um policial. Se não encontrar, procure o Disque 100. Estamos 24 horas com nossos canais abertos e atendemos em outros idiomas”, ressaltou.

Segundo Damares, crianças também podem acionar o Disque 100, caso elas mesmas ou algum colega estejam em situação de sofrimento. “É, Brasil, nós vamos ter que nos levantar em defesa da infância”, ressaltou. (Com informações da Agência Brasil)